quinta-feira, 18 de fevereiro de 2021

meu fardo

 

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      E, de modo provisório, e tão definitivo, eu delimitei minhas fronteiras no porvir; esperar em ti é um abrigo, enquanto a tempestade varre os telhados dos cortiços e faz tremeluzir os candelabros nos palácios silenciosos, enquanto os cães  e os mendigos buscam a proteção dos alpendres, deixo a trincheira, meu botim junto comigo.

      Meu feudo te ofereço de bom grado, um pensar nebuloso, um abraço amigo, se quiseres, compartilho o meu fardo.

      Meu feudo te ofereço, embora parco.

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      Como disse o Cáspar, talvez eu seja um peixe-palerma

uma carta que não tem destinatário

um marciano escondido na caverna

capivara chafurdando num aquário.


Você está marchando ao som de qual tambor, meu irmão ???



   

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