quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Olvidar

Esperar uma noite
por um amor profano
um querer tamanho
a ausência, o açoite.

Viver a miragem
de um morrer estranho
sorvendo a lembrança
de um adeus à margem.

Olvidar è insano...

Oz

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Revisitando Sophia



Mais uma vez, em minha lembrança, mergulho inteiramente e experimento, extasiado, a completude, a beleza e a inocência primária dos humanos.

Penélope disse: " Sophia respira ". E penso que talvez Penélope habite, implícitamente, a "paisagem interna" que respira em Sophia; " paisagem interna ", bela expressão de J. Hart. E ambas existem, oásis no Saara do tuaregue que sou, ou que sonho ser, não sei...

Perenemente, o rio que desliza pela minha aldeia banha a mim e a ti Sophia, e, por estranho que pareça, no rio que desliza pela minha aldeia há diáfanos corais e neles mergulhamos serenamente sob a claridade lunar, sob o silêncio, além do caos..

Penélope, também acho que quase nunca podemos esperar compreensão ou entendimento do humano, prudente seria, para as horas tristes, tentar congelar o instante, torná-lo eterno no esquecimento. Talvez você concorde que o mundo, o mundo verdadeiro não esteja fora mas sim dentro, dentro de cada um, de cada ser que respira e que alguém, talvez por ser dotado de um dom, a linguagem, talvez possa ser chamado de poema, algo/alguém vivo e atuante no palco imensamente cáustico e humano..

" Tudo vale a pena
se a alma não é pequena "

&

Enquanto isso, na fonte misteriosa da tua existência, extraio, à distância, frutos seculares e os dôo em oferendas aos meus ancestrais bêbados...

Partilhar comigo Julho de 83 foi bonito e amistoso e quis partilhar contigo Eros e Thánatos no entanto percebi que só tinha uma vaga idéia, então..

que o espírito nos conduza a todos...



Oz
07.10.2011