sábado, 21 de fevereiro de 2009

Ela é gostosa demais...


Mas é preciso ter cautela...vimos o estado em que ficou o nosso amigo,né ?!

T.P


Eis a cópia de alguem com algumas doses além do contrato...

Então cantemos: " Se você pensa que cachaça é água...

Cachaça não é água nãooooooooo... "

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

De uma viagem


17 de Julho de 1997

8:50 da manhã saímos de Goiânia com destino a Catalão. ( 1ª etapa da viagem ).

Go.020

Antes, como uma pizza pequena no Lucas.( CEU 3 )

&

Bela Vista

Entramos em Pires do Rio por um túnel vegetal, ouvindo Deep purple e Nirvana. Almôço em Pires. Churrasco. Priscila, a prima loira do W.H que passou no vestibular em Catalão. Sílvia, a garotinha dengosa com cara de boneca ou é outro nome dela?! Ah! é Lucélia...

Go.030

Catalão + ou - 15:30
Em um posto na saída da cidade,consultamos o mapa (Gasolina, água, cigarro) A partir daí Raulzito rola legal.
Baby manda.

&

Estamos no triângulo mineiro ( Araguari ); São aproximadamente 16:30 horas.
Grandes dinossauros na pista, no negro corpo de cimento e sangue que corta a vastidão do país.

&

Uberlândia. Rádio universitária com músicas doces para fazer sorrir falsamente pseudo_intelectuais.
Uberlândia: cidade bonita, com um verdadeiro exército de mulheres bonitas, singelas e gostosas.
Grand Palace Hotel 35$
Praça Rui Barbosa.
Müncken, Bar Alemão com jeito de bar Alemão.

&

Quantos anos de Sacramentos pousados na impavidez daquele ombros?!
Gruta do palhares.

Br.262

Uberaba/Araxá
Almôço em Araxá no rest. Rowelle.
Grandes plantações de café margeando a estrada a rodovia. Engenheiros, Caetano e Raulzito no ar.
Iguatama para trás.
Bambui too.

19 de junho

Pouso em Campo Belo ( hotel campos ), meninas Singelas desfilando na ruas os seus corpos envoltos em meu desejo latente.

Br.381_destino a Lavras, sul de minas

Um lugar chamado Natércia em M.G. É também o nome na placa de um caminhão que ultrapassamos.
Nirvana é o grupo.
Rodovia Fernão Dias.
Passaremos em Lavras sob o sol morno da manhã. O Wlad. É o garoto do volante: responsável, decidido e auto_confiante.
A pequena máquina desliza na pista e o ponteiro oscila entre 120 e 140 kms.
Nos aproximamos de São João Del Rey.
"Minas é dentro e fundo"
Lavras/S J D R.

Br.265

Dia 19 de julho chegamos em São João Del Rey ao meio-dia e nos hospedamos numa pequena pousada com nome de Casa das Artes . Uma mulher chamada Ruth é que nos recebe, uma senhora legal, Jovial como uma colegial. Falou-nos da cidade com uma admiraçao e boa-vontade surpreendentes.
Só 10 reais a diária por pessoa.
D. Alíce.
Oscar é uma figura. Um jovem artista que respira literatura, poesia, sons,enfim; coisas impalpáveis e fugídas que se distanciam do cotidiano do comum dos mortais nessa época de velocidade extrema. À tarde. Cidade Tiradentes, cidade interessante que me fez lembrar Machu picchu, no Peru. Pequenos restaurantes e tabernas nas ruas de calçamento lotadas de pessoas de várias partes do país.
O trem Maria Fumaça é uma das atrações do lugar, 14 r$ a viagem por pessoa (saída de S.J Del Rey duas vezes por dia) mas ou menos meio hora de viagem.
Noite. Domecq, destilado de vinho. Um litro tomado vagarosamente no quarto enquanto não decidimos nada.
Cidade nova. Um belo porre. Depois amnésia parcial.

"Tato tombando tudo"
(5 vezes.)

25 de julho de 1997

( O estrangeiro é inquietante, absurdo e belamente escrito.)

Cansaço...


Eis um cara um bocado cansado mas contente. Como conseguiram construir esta cidade, meus deus?! (digo cidade mas sei que o conceito que se tem de cidade é bem diferente...).

W.H & R.Goudstein


Dois seres afins. Leves. Livres. Intensos. Beats dos anos 90. Olham à frente e não se assustam com os destroços do fim do século. Talvez saibam que, em algum lugar, uma semente esteja germinando e certamente uma árvore frondosa abrigará os caminhantes do porvir...

Do vale...


Este é um vale situado em algum lugar no Peru. Passamos por ele quando retornávamos num Pullman ( uma espécie de trem com alguns confortos: tv, bar, cozinha,... ). Estava quase anoitecendo e enquanto meus companheiros de viagem ( Renata, uma bonita garota do Rio, se juntara a nós, quer dizer, se juntara mesmo foi ao W.H, he,he... ) ou dormiam ou tagarelavam, eu olhava pela janela e pensava se algum dia retornaria àqueles sítios...

Não importa...

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Será que desce redondo ?!


O velho W.H resolve tirar o pó da garganta com uma autêntica gelada boliviana e resolvi registrar o momento. O local era meio estranho, mais parecia um " quebra faca ". Também não era para menos, localizado numa rua de terra numa pequena cidade fronteiriça. ( Puerto Quijaro, BO ).

Fronteira


Eis a fronteira Bolívia - Peru. Nosso ônibus era com alguma frequência parado nas estradas de ambos os países e invadido por soldados do exército com aparência de 16 ou 17 anos. Portavam fuzis e, às vezes, tinham cães. Remexiam em todas as mochilas enquanto nós, passageiros, esperávamos do lado de fora do bus. Ao final da revista seguíamos viagem já prontos para a parada seguinte e tudo recomeçaria.

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Lago Titicaca


Nós à margem do Lago Titicaca, o lago navegável mais alto do mundo e o segundo em extensão na América Latina. Uma região onde o frio é uma constante, pela proximidade da cordilheira dos Andes. Situa-se na fronteira entre a Bolívia e o Peru. A partir de uma cidadezinha às suas margens, Copacabana, começaríamos a segunda parte da viagem.

Meus filhos gêmeos, Pedro Ramon e o Artur Lorenzo aos 10 anos de idade.

10 de maio de 1996

As palavras se vestem de segredo... e o segredo? Se veste de quê? Neste momento, sinto que o mundo no qual habito, tem as suas bases em palavras que giram ao meu redor e elas têm peso, cor, brilho, espessura, cheiro, densidade, enfim, é necessário que apalpemo-las, beijemo-las; sentimos o calor ou o frio que cada uma pode trasmitir ao nosso interior.

A poesia pode fazer presságios mas não enche estádios.
Poesia é acidente em auto-estrada onde ninguém bateu em nada.
Na calçada cosendo o tédio e o olhar envolto em nada.
Amar valeria as pernas do pássaros alados?

Amar valeria o vôo de um pássaro empalhado numa tarde de estiagem?


Esperar uma noite por um verso insone e a sede é tanta, a palavra é o cálice.
Vivo a miragem de uma morte líquida e sorvo as horas no lago do silêncio.

Meu gesto é invisível. Não tenho álibí.




09 de maio de 1996

Pequena radiografia de um cotidiano insano...



Recebimentos.
Dívidas. A alma por moedas, fome. Noite feita de possibilidades. A noite tecida de entãos... mas ela merece a espera.
A festa no sábado será lembrança na memória e eu, um pirata nas montanhas quebrando a cabeça mas jamais me vendendo, um idiota pregando estacas no tempo.

Cerveja, um jogo de damas, um triângulo perfeito, não quero morrer solitário na fogueira. Por ter cantado ao redor do fogo . A festa no sábado, uma criança que foi esquecida na estória. Eu tive medo...ela foi embora...jamais! Quero que ela sorria e abrace_me e tenha amnésia voltada pro passado. A festa no sábado. A mulher no sábado. A vida no sábado. No sábado.
04 de maio de 1996

Um velho amigo, Neto, vem de Minas Gerais, aparece na mãe, a noite saímos e bebemos algumas cervejas no bar da Ana e na av. São paulo. Licari e sua irmã se junta a nós mais tarde, conversamos sobre coisas, digo, horas, levamos-as embora e voltamos para casa. Tempo... perene tempo.


06 de maio de 1996

Despenteados cabelos de milho enlaçam-se nos longos dedos da noite imensa dourando-a. Noite imensa dourada. Tempestade amarela fertilizando o árido coração da amazona.


08 de maio de 1996

Saimos, eu , o W.H e o L. Durelli, a noite vamos beber alguma coisa num bar próximo a casa do W.H, no centro. Conversamos à respeito de uma série de coisas, principalmente mulheres. Percebo que, para nós, jovens, uma espécie de inquietude, angústia e insatisfação de origem confusa e é algo incômodo, desordenado, caótico.
O Durelli está há algum tempo, mais de um ano, com uma mulher e ele a adora. Eles se parecem, acredito. Ambos introspectivos, ambos sérios, ambos voltados a valores conservadores, é algo consciente, tudo bem, não é um poblema, antes, é uma postura admirável até pelo modo como é adotada, claramente.
01 de maio de 1996

Ao chegar em casa hoje, aos 00:17 minutos da madrugada, sentia-me confuso, misto de alegria e medo e culpa. O motivo é que ouvi algo que esperava ouvir e , ao mesmo tempo, temia. "Acho que estou gostando de você, Ozênio" Após um tempo sentindo-me (inexplicavelmente) preso a uma mulher, e fazendo-a notar isso, começo a tentar vê-la de um outro modo, por um novo ângulo e, a custo, acostumando-me a idéia de não tê-la, ouço, nesse feriado, a declaração, antes citada, de um modo sério, sincero, cálido,diria, e não sei mais como agir ou o que dizer. Mulher que se faz forte, mas percebo-a frágil, meio desprotegida, quase que ingênua e sinto-me culpado de algo que não saberia dizer o que é exatamente. Onde os nossos passos nos levarão ? É bom não saber, tenho que acreditar nisso.

03 de maio de 1996

A garota do cemitério me liga, quer que eu vá ao seu encontro, não posso. E talvez não quero, não sei. Noite. Pequena colina. Capim alto ,estrelas, lua em brasa . Nada faz muito sentido e nem precisa fazer.
30 de abril de 1996

Saudades dela... no último sábado eu estava a morrer de vontade de dar- lhe um beijo mas não tive coragem de aproximar e tascá-lo. Na verdade foi um pouco de orgulho também. Aleguei uma gripe e fui embora deixando-a no bar com amigas e parentes. Gosto dela e não saberia dizer o porquê. Gosto , apenas, sem precisar de explicações outras.

Frankie e Johnny. É o filme que vejo na casa da mãe. Vi comédia da vida privada também. Gosto. Poderíamos recomeçar tudo mais... eu sei que cada vez é única e quase inesquecível. "Não é o fim do mundo" Embriaguez e um tremendo arrependimento depois e três ou quatro noites terríveis. Um conselho de classe, um acidente, uma coca-cola. Alguém me convidou para um almoço e não decidi se vou ou não.Uma garota me aguardou na porta do cemitério. Não pude ir. Ela é virgem e ingênua. Não posso me envolver. Releio On the Road pela enésima vez. É o meu caminho oculto e invisível e sagrado. Pode sorrir, se quizer.

26 de abril de 1996

Poderia chamar isto de compulsão por lugares com um pouco de morte pelos cantos, não a morte que ronda, suavemente lépida, os hospitais e as estrada longas, mas sim a morte que traz consigo a lembrança e que pousa mansamente nos olhos das pessoas que ficam e das que partem.

Da janela do ônibus que me trazia do trabalho via a rodoviária e o seu movimento incessante e sentia-me nostálgico, de uma nostalgia boba até, de tempos em preto-e-branco e longes. Criamos raízes, criei raízes e garras e me agarro ao muro dos dias presentes como a hera dos quintais baldios.

Assistir Ironweed

Ler Vernônia deWilliam Kennedy.

29 de abril de 1996

Meu coração está seco.

Por mais forte que seja a tempestade não chove aqui dentro.
Há o toldo do medo.
Camaleão se fingindo de louco na colina. Em silênciosas conversas com o seu pé esquerdo. Milhões de sóis lá no alto; camaleão se fingindo de louco em doces e invisíveis palestras com o seu pé esquerdo.
O mundo era um carrinho de bebê desgovernado que escapou das mãos de deus.

Quem sou eu? Quem sou eu dentro do teu imenso coração selvagem?
Outubro de 1996

O jovem cão jamais pôde partir no seu trem imaginário de desejo.E fica e olha e visita, olhos fechados, velhos castelos da Rússia, ceia com Czarinas russas, banha-se no Tejo.
O jovem cão campeia palavras no vasto campo silêncioso da manhã para ilustrar o seu cotidiano e aquecer sua esperança irmã.

Rabin.

Deus! o que acontece com aquele povo? três estampidos no calor da tarde e recebe, o nobel da paz, o seu nefasto troféu de chumbo e pólvora.

Eu vi um tártaro em fuga montado numa tartaruga.

Camaleônicas palavras entregues numa luta Drummondiana, na fronteira do lábios, de Aljavas vestidas, quase humanas. Thánatos. Dionísios. Vento tropical.
Quero o beijo da mulher que tocou os sinos à beira do sonho que não ousei abraçar.
Uma metade de mim é a alma de um curumim que cavalga nas montanhas lunares.
Mio desire: cavalo louco na imensa pradaria da tua lembrança.
Quero descansar esta noite meu corpo desejante nas janelas do teu corpo sápido.

Este é o Pedro Ramon, mi hijo, aos 10 anos de idade.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Divagações

21 de Agosto de 1997

Quantos caninos brancos atravessam o campo gélido e desértico das suas retinas enquanto busca no bosque da memória,oh, garoto!!

" e vi que ele estava perdido num deserto de pedras- palavras "
convite
Se queres viajar fora da asa, venha bailar baseado na canção oculta que brota dos bosques de cá. O delírio solto no no riso dos loucos, dos bêbados de poesia e das crianças o convidam ...
Minha pequena maçã pousada nos umbrais da memória.
Amazona nos meus campos selvagens. No seu cavalo de fogo a margem do mar morto .
Oh! meu exército rasante, onde estão nossos inimigos?
Talvez lá fora, talvez cá dentro.
Oh meu pequeno exército !!! Eu, capitão sitiado, desertor de mim mesmo, busco sôfrego o caminho de casa mas é tarde, eu sei...
Irmãozinhos, nosso soldo por dez mil escravas brancas e um fuzil.
Envolta em doces sombras nossa cidade, fortaleza sitiada, meu coração em frangalhos,
Meus companheiros mortos .
Oh! meus soldados de asas de cera, busquem abrigo antes que chegue o inverno de nossas desilusões.

&

Choro de criança dentro da noite negra. A condensacão dos sons poderia significar a explosão dos tímpanos por isso tragamos o som aos poucos.
Um elefante vaga indolente a margem da mar morto.
&
Te admiro em silêncio e sabes que me habita num vale onde repousa a lembrança e também vestígios de um suave esquecimento.

20 de Agosto de 1997

Se a morte e o amor habitam o mesmo leito, quem, de manhã, se levanta primeiro?

Qual recebe primeiro o cálice de cicuta do cotidiano?
Este corpo tenta assimilar ambos e ora abraça o amor , ora a morte. Ambos envoltos na aura do verbo delirante.
Mas não aprendi a amar nem a morrer.
Vago por um campo desabitado e desértico, com meu fardo de incompreensão e dúvidas e insônia que a tantos assusta.
Quisera eu ser possuído pela poesia.

Quisera eu beber do cálice daquele menino francês que se cansou do verbo e foi perambular na África, carregando consigo todos os seus abismos reveladores .
A morte e o amor no leito que habita o ser.
Mil estórias contadas dentro da noite eterna.
A morte e o amor ressonando levemente na sótao da memória dos seres.
Eternos vigilantes, tens em mim um insone companheiro.
Qual o preço de uma escrava branca com a razão em estilhaços?!

Quanto custaria uma deusa punk?

Um dia de chuva

Onde está o sentir quando adormeces sobre a explosão da nuvem de gansos selvagens migrando pro hemisfério esquerdo do teu cérebro.
O silêncio habita aquela cabeça que vela os caminhos obscuros do mundo.
O sono das horas guardam mil teorias sobre a eternidade.

Sou o cara que perdeu a chave da casa paterna; orfão da palavra, por isso sou tachado de moderno.
Sou a poeira sonora do pós e das causas, presa facil da máquina.
Espreito a revoada bárbara e ensípida dos vocábulos. Pós e neo e trans e uma droga de outros tantos infinitos radicais.
O lado em silêncio da casa.

O verbo inútil a tiracolo.
Um maldito idiota romântico.
E a indigente retirou a face perante a possibilidade do chute.

O décimo terceiro pai do meu colega de quarto é aquele velho cego que o assombra com o fantasma do verbo pelos corredores da casa.
Preciso descobrir a morada do silêncio, e a noite entrarei sem nenhum fardo que possa me impedir de navegar até as altas torres que habitam a ágora.Meu colega, o neto possível do velho cego traz sempre consigo pepitas no bolso e as atira em seus moinhos de vento.

&

Ainda ontem rolou uma puta palestra no ICHL com o filosofo Roberto machado da UFRJ sobre Zaratustra, do Nietzche, uma bela viagem.
&
Últimos dias. Holden Caulfield ou algo que o valha. Salinger. O apanhador no campo de centeio 1965.

Você é minha cidade.
preciso sair de ti para ver quando medem tuas torres mais altas.
Paciente de uma loucura pacífica.
Não sair a bater portas nas alas do imaginário.

Rodoviária de Santa Cruz de La Sierra. Las Cholas. ( e tal denominação deve carregar algo de pejorativo ). Falam uma espécie de dialeto, creio que o Quíchua, dos nativos. No bolso ( do W.H ), pesos bolivianos e dólares.
É noite e temos que continuar...

Na época, tínhamos lido On the Road e tudo, e , de certo modo, aquilo foi uma espécie de estopim para a gente. Toda aquela chamada Geração Beat nos era familiar: G. Corso, W. Burroughs, Ginsberg, o lendário Neal Cassady, enfim, todo aquele grupo louco que um dia trilhara os vastos caminhos da América...

De Puerto Quijaro até Santa Cruz de La Sierra foram 25 horas com inúmeras paradas e o trem era invadido por uma horda de mulheres e crianças aos gritos de Chichia fria!! Polo!! um frango assado ( ou coisa assim ) que passava de uma mão à outra como cartas de um baralho manuseiado por um velho malandro. A chichia é uma espécie de suco que era, às vezes, bruscamente recusado por canadenses e franceses que também estavam no trem.

De Macchu Picchu


De repente, o cara me liga e diz: Oz, vamos fazer uma viagem, cara ?

Eu : Pra onde, cara ?

E ele : Macchu Picchu. Tenho um mapa aqui que mostra uma possível rota.

E assim foi que tudo começou, e lá estávamos nós, com um pedaço de jornal na mão ( Correio Brasiliense ) e tomando o Trem da Morte em Puerto Quijaro, na Bolívia.
Era o mês de Julho de 1996.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Do retorno


Pouso em Três Marias após umas boas horas de estrada voando sob os pneus. O W.H e o seu pé pesado no acelerador.

Há algo de mágico no modo como o crepúsculo abraça o andarilho que vaga por estas estradas desertas. Projeta, indiferente, a sua sombra insone por sobre os penhascos e planícies.

BSB. Estação rodoviária. O W.H fica na Capital Federal. Trabalha lá. Eu rumo a GYN e este manuscrito é uma maneira ( muito embora vã ) de não deixar morrer tudo o que foi visto e sentido e vivido...






segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009


Por que temos que amar tanto as mulheres ?
E que não me venham chamar de misógino
este que, no máximo, é um misantropo.
( deseja estar sozinho, ma non troppo ).

João Moura

Mais da viagem...


Ouro Preto é uma cidade do novo e do velho como bem disse Arnaldo Antunes.
Ruas íngremes, estreitas, calçadas com paralelepípedos de pedras. Nesta época do ano as ruas fervilham de turistas de diversas partes do país e do mundo.
Nossa chegada num Domingo com show do Antunes foi perfeita. O Silêncio foi o show. Praça Tiradentes, Centro.
Na Rua dos Paulistas fica a República Baviera, onde nos hospedamos. Impressionei-me com a atmosfera que paira sob a tal República. Há um harmonia contagiante nas relações moradores / hóspedes, o que esconde uma complexa forma de administração interna.
A República, nos seus trinta e oito anos ( ou algo assim ) já abrigou centenas de alunos da Escola de Minas, que hoje atuam nos mais diversos órgãos do Estado e do País. A República, como diversas outras, está, na sua origem, ligada à Escola de Minas, Instituição centenária, por sua vez ligada à UFMG ( Universidade Federal de Minas Gerais ). Procuro, em conversa com a atual administração ( mandato mensal ) , me informar a respeito do modo como a mídia, os meios de comunicação se relaciona com a República, a Escola de Minas, e também com relação a esse evento grandioso que é o Festival de Inverno, que acontece aqui todo mês de Julho e me dizem que tais relações são mornas, não havendo ( por razões desconhecidas ou confusas ) empenho para que as mesmas sejam estreitadas, no sentido de maior divulgação nacional, no caso do evento citado. Encoçntramo-nos com o grupo que veio de São Paulo, quatro meninas, sendo uma dela, Renata, uma garota morena, se cabelos castanhos, olhos quase verdes, aparelho metálico nos dentes era a namorada virtual do W.H. Se conheceram na internet e depois de alguns meses de correspondência, combinaram de se encontrar nas férias em Ouro Preto, na RB. As outras eram uma outra Renata, gordinha simpática e irrequieta; Uma outra morena de nome Janaína também muito simpática com uma conversa legal e envolvente e um corpo interessante e outras duas loirinhas, Juliana, uma garota recém-formada em pedagogia, baixa, olhos amendoados(quase orientais) e corpo saudável e convidativo e, por último a outra, Samanta, a qual após vê-la dançar na boate da República, me deixou verdadeiramente excitado e com um desejo filho da puta de arrastá-la ao meu colchão, despí-la e ...Pessoas legais e alegres de uma postura superficial que vejo como um dos traços que marcam a juventude bem-nascida nos anos presentes. Outras figuras da República são dignas da minha admiração e respeito: Rabugento (Tião), um jovem cheinho que fala alto, rápido e francamente, e que tem o referido apelido por sua voz se assemelhar a de um certo personagem de desenho da tv, é a maior dela. Na República há também o Camarão, um jovem que lembra um amigo nosso, o Leandro, pelo seu jeito ensimesmado. O cara é de Juiz de Fora e está na RB há dois anos; O Suruba, um moço do Suriname, jovem ainda, recente na RB também; O cuca, um garoto simpático e prestativo e outros que viajaram pras suas casas aproveitando o período de férias.


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Em Ouro Preto conhecemos ainda Straifer um cara muito genteboa que faz tatuagem, uma figura,o cara. Bastante popular e muito louco. seu amigo, o Carlinhos, também muito louco.ambos são de B.H figuras, figuras,figuras. Na República estava hospedada uma garota de Barcelona chamada Amanda...

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Volto depois a Ouro Preto. Hoje é dia 20 de julho. Estamos em Guarapari. Chegamos domingo, nos hospedamos num hotel-restaurante a 100 metros da praia do Morro, dizem , a melhor daqui ( e realmente parece a melhor ); Segunda (ontem ) foi o último dia do Guarafolia, com trios elétricos na Av. Beira mar e suas músicas baianas, seus suingues e suas mulatas gostosas. Hoje fomos à Três Praias, maneiríssimo o lugar. 10 reais por veíiculo para entrar no local. Cercaram a praia. Tomaram o MAR...
Barcos e os seus passeios em alto-mar. Duas horas. Tomamos um deles, junto com uma excursão de idosos, mulhres e crianças.
Almoço no restaurante Ancorador, um local aconchegante perto da praia. Percebo com prazer que a garota de sorriso singelo e olhos dóceis está lá. Chama-se Márcia; quando estávamos no balcão a pagar a conta, ela entrou, sorriu e eu sorri para ela também de modo meio bobo ( como este relato, reconheço...)
Márcia, a garota singela do Ancorador...
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antes falava da Amanda, de Barbacena, a menina fala inglês com fluência ( ou algo que o valha ) fuma, bebe, detona uns e luta Tae-kae-do ( é assim que se escreve isso ? ). Amanda, a gata louca. Quando dança, mais parece uma pantera prestes a atacar. Olhos estranhos, muito estranhos. Há algo naqueles olhos que não sabemos exatamente o que é. Escondem uma trágica verdade, talvez..
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O convento. Uma caverna próxima do centro de Ouro Preto. Fomos: O W.H e a sua menina, a Renata, a outra Renata, a Juliana, a Janaína, uma garota de uma conversa muito envolvente, o Straifer, o Carlos, enfim, um grupo. Não nos agradou um grupo de rock suiço que tocava na Praça.
O local, a Caverna estava lotada, malucos em todos os cantos, ligados, como nós. No local uma banda de bons e loucos músicos e maus instrumentos. O Straifer faz num pírex de plástico umas cinco fileiras com sal e causa em uns, risos e, em outros, um olhar de espanto. Não importa. A Carol e a Keila estão lá, hóspedes da RB também. A gata gostosa se volta pro lado do W.H, se falam ao ouvido devido o som alto. A garota dele, a Renata, peercebe e vai dançar em frente à banda. Parece não ligar, mas só parece. Estou ligado demais para ficar com a Carol. Ela é como uma pequena ilha virgem. Carol.
Dane-se...
Bela Guarapari...