sábado, 14 de fevereiro de 2009


20 de Agosto de 1997

Se a morte e o amor habitam o mesmo leito, quem, de manhã, se levanta primeiro?

Qual recebe primeiro o cálice de cicuta do cotidiano?
Este corpo tenta assimilar ambos e ora abraça o amor , ora a morte. Ambos envoltos na aura do verbo delirante.
Mas não aprendi a amar nem a morrer.
Vago por um campo desabitado e desértico, com meu fardo de incompreensão e dúvidas e insônia que a tantos assusta.
Quisera eu ser possuído pela poesia.

Quisera eu beber do cálice daquele menino francês que se cansou do verbo e foi perambular na África, carregando consigo todos os seus abismos reveladores .
A morte e o amor no leito que habita o ser.
Mil estórias contadas dentro da noite eterna.
A morte e o amor ressonando levemente na sótao da memória dos seres.
Eternos vigilantes, tens em mim um insone companheiro.
Qual o preço de uma escrava branca com a razão em estilhaços?!

Quanto custaria uma deusa punk?

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