domingo, 15 de fevereiro de 2009


26 de abril de 1996

Poderia chamar isto de compulsão por lugares com um pouco de morte pelos cantos, não a morte que ronda, suavemente lépida, os hospitais e as estrada longas, mas sim a morte que traz consigo a lembrança e que pousa mansamente nos olhos das pessoas que ficam e das que partem.

Da janela do ônibus que me trazia do trabalho via a rodoviária e o seu movimento incessante e sentia-me nostálgico, de uma nostalgia boba até, de tempos em preto-e-branco e longes. Criamos raízes, criei raízes e garras e me agarro ao muro dos dias presentes como a hera dos quintais baldios.

Assistir Ironweed

Ler Vernônia deWilliam Kennedy.

29 de abril de 1996

Meu coração está seco.

Por mais forte que seja a tempestade não chove aqui dentro.
Há o toldo do medo.
Camaleão se fingindo de louco na colina. Em silênciosas conversas com o seu pé esquerdo. Milhões de sóis lá no alto; camaleão se fingindo de louco em doces e invisíveis palestras com o seu pé esquerdo.
O mundo era um carrinho de bebê desgovernado que escapou das mãos de deus.

Quem sou eu? Quem sou eu dentro do teu imenso coração selvagem?

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