Quadriga
Ante o tropel insano minha razão rasteja
a fome e o espírito em marcha desigual
na vereda nebulosa o homem, o animal
num dilema letal enquanto um deus boceja.
São dois corcéis, dois sentidos distintos
um ruma ao zênite o outro ao perecer
ambos habitando os abismos do ser
estranhos e iguais, sedentos e famintos.
É lento o cavalgar e infinita a estrada
a quadriga da alma é nau desgovernada
o sonho de voar no rés do chão, desfeito.
sombras diuturnas acolhem-nos no leito
árido e vazio e frio e límpido e perfeito.
Não há celebração ao fim dessa jornada.
Oz
26 de outubro de 2013
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